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Gato Pardo

Para quem conhece, vocês estão mais que vacinados. Vocês não conhecem isto? São maiores de idade? Trazem o vosso cartão de cidadão, boletim de vacinas e resgisto criminal? Não? Fantástico!!!

Gato Pardo

Para quem conhece, vocês estão mais que vacinados. Vocês não conhecem isto? São maiores de idade? Trazem o vosso cartão de cidadão, boletim de vacinas e resgisto criminal? Não? Fantástico!!!

As 7 principais razões pelas quais eu não vou muito à bola com casamentos...

21.12.14publicado por Gato Pardo

- É sempre tudo demasiado perfeito. O vestido da noiva é perfeito. O fato do noivo é imaculado. Até a porra do caniche que vai levar as alianças ao altar tem um laçarote cor de rosa enfiado pelas goelas abaixo e é regado a Chanel nº 5. Começar uma nova etapa de vida baseada na mentira parece-me arriscado. O guarda fato de uma mulher nunca será suficientemente grande para ser perfeito. O homem só usará fato para o resto da vida se obrigado perante uma ameaça de bazooka nas órbitas. E toda a gente sabe que não há suficiente Chanel neste mundo para disfarçar a o eau de chien e aspiradores suficientemente potentes para aspirar a quantidade de pêlo libertado. A não ser, claro, que sejam donos de uma empresa de almofadas e usem-no como matéria prima alternativa para forrá-las.

 

- O padre fala...e fala...e fala...e porra, que o homem fala que se desunha. Ó homem, despache-se lá com isso! O noivo está com cara de arrependimento, a noiva está a rapar um frio que ainda lhe congela os ovários e os convivas estão seriamente a considerar dar-lhe uma aula de geografia gratuita. Como? Enfiando-o numa catapulta e disparar a coisa em qualquer direcção!

 

- É uma feira de vaidades. No mundo feminino, é a ocasião perfeita para tirar do armário toda aquela parafernália de bijuteria e acessórios fantabulásticos que parecem saídos de um concerto da Janis Joplin no seu apogeu e vestidos que pouco deixam à imaginação. Torna-se algo difícil ter um diálogo coerente sobre o preço do barril do Brent quando temos dois seios prontos a explodir na nossa cara ou o estado da saúde em Portugal quando temos alguém que faz questão de mostrar toda a "saúde" que possui porque o vestido tapa-lhe apenas o diâmetro do umbigo. No mundo masculino, é um desfilar de acessórios contrafeitos no pulso, habilitações que não possuem, camisas de marca ali da feira de Carcavelos e muito destilar de bebida. Impossível qualquer tentativa de diálogo com um gajo entornado. A fala arrasta-se, logo seguida dele a arrastar-se também...pelo chão.

 

- Existem DJ's e existem DJ's. Uns que são os profissionais, vão lá trabalhar, metem aquele pessoal a suar a estopinhas, a partirem a loiça toda, a passarem um bom bocado. Depois há os outros que são os amigos de um amigo de um amigo de um amigo qualquer de um gajo que se diz amigo de um dos noivos. Esse leva uma playlist de música que ELE gosta, carrega em play, vai comer tudo o que lhe aparece pela frente, assalta as minis que encontra no frigorífico, brinca ao bass drop com o Gangnam Style e julga-se o David Guetta.

 

- Nunca há whisky de jeito. Pelo menos no bar. No entanto, tenho de fazer a ressalva que há sempre umas almas caridosas que já são batidas nestes acontecimentos festivos que fazem questão de vir artilhados. Daí que quando se procura pelos homens e alguém diz que estão a beber, nunca ninguém os encontra no bar. Estão todos de roda de uma bagageira de um carro, de copo numa mão e cigarro na outra a apanhar uma cadela de meia noite com um qualquer 20 anos de malte.

 

- O momento Black Friday. Mais conhecido por lançamento do bouquet. Aquele momento extraordinário em que mulheres solteiras, casadas, adolescentes, crianças, bebés de colo e homens sobejamente bêbados se juntam todos ao molho na esperança de apanhar um molho de flores. O problema é que por norma, a noiva já está tão com os copos como os convivas. O bouquet pode aterrar desde em cima do leitão, na boca da sogra ou em cima daquele lindo arranjo de velas acesas e pegar fogo ao estaminé inteiro e fazer o pessoal virar marshmallows. Literalmente. Ou então, ir parar às mãos de uma pessoa qualquer e aí sim, desatar tudo à porrada.

 

- Estacionamento caótico. Se já é uma aventura um gajo estacionar à chegada quando está sóbrio, imagine-se tentar tirar o carro quando se está com os copos. Há sempre 38 carros que estão a bloquear o nosso e quando um gajo manda dois berros a perguntar de quem é aquela chafarica de quatro rodas...aparentemente nunca é de ninguém. Sem problemas. Um gajo vem fumar um cigarro cá fora, volta lá dentro e pede aos presentes para irem lá fora porque espatifámos a lateral de um carro ao tirar o nosso. E em 2 minutos, temos o assunto resolvido.

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